A missão do Tri-State Basset Hound Rescue é resgatar e colocar Basset Hounds que precisam de novas casas.
Todos os cães recebem cuidados veterinários necessários e são colocados em lares aprovados. A maioria dos cães que colocamos nos é entregue por abrigos de animais ou foram entregues por seus donos anteriores devido a diversos motivos.
Nós entregamos os basset hounds somente para casas que tenham muito amor a dar.
Os adotantes devem pagar uma taxa de US $ 300 para um cachorro ou US $ 430 por um casal para cobrir as despesas envolvidas em preparar o cão para a adoção, isto é, contas veterinárias, contas da estadia, se o cão precisar ser alojado enquanto aguarda adoção, etc.
Doações adicionais em dinheiro são apreciadas, e vão para o nosso fundo de resgate para ajudar a cuidar de outros cães, como despesas veterinárias extraordinárias, etc.
Basset Hound na festa com Santa Claus (Papai Noél)
Se um cão é entregue a nós diretamente pelo proprietário original, solicitamos uma doação do proprietário para ajudar a cobrir custo de alojamento e cuidados com o cão até que seja adotado, ou para pagar quaisquer despesas veterinárias necessárias, se possível.
O serviço de resgate é executado sem fins lucrativos, e ninguém envolvido nele recebe qualquer remuneração, a não ser o reembolso de despesas diretamente relacionadas ao cuidado dos cães.
Mais um caso de abandono de cachorrinho. Este, foi resgatado das ruas e espero que tenha um final feliz, com ele encontrando um lar e sendo adotado. Atenção: Vc que quer um cachorrinho carinhoso e brincalhão. Temos a "Gracinha" aí das fotos para doar. Ela é calminha, dá e quer muito carinho. Não incomoda e é muito companheira. Ela apareceu aqui na rua. Muito cansada, com muita fome e sede (e muito carrapato também!). Ela agora esta muito bem, de banho tomado,vermifugada e com medicação tomada contra carrapatos e pulga! Ela tem um pequeno machucadinho nas costas e que já esta medicado e cicatrizando. É fêmea,de porte pequeno (mistura de Beagle com RND) e deve ter uns 5 meses ( ainda é "filhotona"). Entrego com vacinação em dia e podemos castrá-la também e você assume o compromisso de dar a ela um lar e cuidar dela. Temos certeza que ela vai te retribuir em dobro. Entre em contato pelo face, ou rbatistasoares@hotmail.com, ou fone 48 999114035. Ela esta em casa de passagem em Criciúma SC. Faça este animalzinho feliz e vc sentirá mais feliz ainda com o amor que ela vai dar para vc.
As leis brasileiras não são muito detalhadas quando o assunto é denunciar maus-tratos contra animais. Não existe uma legislação nacional sobre o assunto, com exceção da preservação de espécies nativas; nestes casos, a repressão fica a cargo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.
A legislação sobre maus-tratos contra animais
As denúncias de maus-tratos contra animais são legitimadas pelo artigo nº 32 da Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais):
Artigo nº 32 – Praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos e domesticados, nativos ou exóticos.
Pena: detenção de três meses a um ano e multa.
§ 1º – Incorre nas mesmas penas quem realiza experiências dolorosas ou cruéis em animais vivos, ainda que para fins didáticos e científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º – A pena é aumentada de um sexto a um terço, quando ocorre a morte do animal.
A Constituição Nacional, outorgada em 1988, em seu artigo nº 23, afirma que é de competência comum da União, estados e municípios protegerem o meio ambiente, adotando medidas como:
proteger a fauna e a flora;
adotar medidas para combater as práticas que coloquem em risco a função ecológica de animais e plantas;
proibir as práticas que coloquem espécies vegetais e animais em risco de extinção;
coibir atitudes que submetam os animais a crueldade.
Diversas cidades brasileiras possuem legislação específica sobre maus-tratos contra animais, mas não existe um conjunto de leis que norteie as denúncias. As penas para quem é condenado por esta prática (que poderia ser chamada de tortura) são brandas: de três meses a um ano de detenção, além do pagamento de multa, cujo valor é definido pelo juiz responsável pelo caso, de acordo com a capacidade financeira dos apenados.
É importante lembrar que os maus-tratos contra animais são considerados crimes.
As liberdades dos animais
Não é apenas a violência física que caracteriza os maus-tratos contra animais. Em casa ou em seu habitat natural, os animais possuem cinco liberdades:
para serem livres do medo e do estresse;
para serem livres da fome e da sede;
para serem livres da dor e das doenças;
para poderem expressar seu comportamento natural;
para serem livres do desconforto.
Portanto, o conjunto de maus-tratos contra animais inclui a negligência no trato diário (alimentação), a falta de exercícios físicos, a repressão das manifestações da conduta instintiva, a falta de cuidados com a saúde (o que inclui a vacinação adequada) e a carência de estímulos para o desenvolvimento emocional adequado.
“todos os animais existentes no território nacional são tutelados pelo Estado”
Como denunciar maus-tratos contra animais?
Os fatos mais comuns, no entanto, são as agressões físicas, o abandono (muito comum na época das férias – a família vai viajar e simplesmente abandona o pet, muitas vezes em rodovias de tráfego intenso) e a manutenção de cães presos por longas horas, sem ração nem água. O corte estético de orelhas e caudas também pode ser denunciado como mutilação.
Caso tenha conhecimento, você também pode denunciar a manutenção de cães, aves e touros para “entretenimento” – os animais são utilizados para lutar em rinhas, em touradas, farras do boi, etc. Todas estas atividades são ilegais no país.
Apesar de não haver uma legislação unificada, é importante lembrar que os maus-tratos contra animais são considerados crimes – e não atos ilícitos ou contravenções. Caso não haja uma delegacia especializada em crimes ambientais, qualquer denunciante pode registrar um boletim de ocorrência em qualquer delegacia das Polícias Civil e Militar.
Denunciar nas delegacias
Na delegacia, o policial ou escrivão que se recusar a recepção da denúncia e registrar os maus-tratos contra animais comete crime de prevaricação e pode ser enquadrado no artigo nº 319 do Código Penal: retardar ou deixar praticar ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa em lei, para satisfazer interesse ou desejo pessoal.
As denúncias também podem ser formalizadas:
nos Centros de Controle de Zoonoses;
nas agências do IBAMA (tanto para animais silvestres, como para os domésticos);
As autoridades garantem o sigilo dos denunciantes. Desta forma, quando a denúncia é formalizada, os riscos de represália por parte do agressor são mínimos. Diversas ONGs espalhadas pelo Brasil também estão comprometidas com a adoção e posse de animais.
Para se certificar onde comparecer para efetuar a denúncia, basta ligar para 190, o telefone do Serviço de Operações da Polícia Militar (COPOM). Os sites das secretarias de Segurança Pública também recebem denúncias online de maus tratos contra animais. Os endereços são diferentes em cada unidade da federação, mas, como regra geral, o: www.ssp.[UF].gov.br.
No Estado de São Paulo, os defensores dos animais podem registrar o BO na DEPA – Delegacia Eletrônica de Proteção Animal. Nestes casos, os denunciantes precisam se identificar, mas o sigilo é garantido. O endereço é www.ssp.sp.gov.br/depa. Cada denúncia recebe um número de protocolo, com o qual é possível acompanhar as novidades sobre o caso.
No Rio de Janeiro, as denúncias podem ser apresentadas à DEMA – Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, através dos telefones (21) 3399-3290, 3399-3298 ou 2589-3133.
Denunciar para o IBAMA
As denúncias podem ser feitas através do site www.ibama.gov.br ou pelo telefone 0800-618080.
O IBAMA investiga principalmente os casos de tráfico de animais da fauna brasileira, como aves, répteis e anfíbios. Os traficantes geralmente mantêm e transportam estes animais aprisionados em péssimas condições. A maioria chega a feiras irregulares em más condições de saúde e boa parte deles chega morta aos pontos de comércio. Vale lembrar que existem penalidades tanto para os traficantes quanto para os compradores destes animais de estimação.
Quanto aos animais exóticos (que não pertencem à fauna do Brasil), a situação é mais complicada: os apaixonados por répteis podem criar uma píton-reticulada (nativa do sudeste da Ásia), desde que comprovem a importação, mas só podem manter uma sucuri ou uma jiboia se adquirirem o pet em um criadouro autorizado pelo IBAMA.
As características das denúncias
Caso você tenha provas das agressões e maus-tratos (tais como fotos e vídeos), o processo corre mais rapidamente. Por exemplo, é possível gravar imagens de um cachorro mantido acorrentado, sem abrigo contra o frio e a chuva, subalimentado, sem iluminação ou ventilação, etc.
Ao registrar o BO, anote os fatos observados nos mínimos detalhes. Se as agressões forem recorrentes, anote data e hora em que os maus-tratos foram observados. A opinião de um médico veterinário também é valiosa para materializar a denúncia. Se possível, identifique o nome e endereço do agressor.
De acordo com a legislação brasileira (artigo 1º do decreto nº 24.645/1934), “todos os animais existentes no território nacional são tutelados pelo Estado”. Desta forma, os denunciantes não se tornam autores do processo para investigar maus-tratos contra animais. O autor (e responsável pelo trâmite da investigação) é o conjunto de autoridades responsáveis – da União, dos estados e das prefeituras.
Essa semana, um caso de maus tratos a um cachorro que foi
espancado com um cabo de vassoura e em seguida envenenado por um segurança de
uma unidade da rede de supermercados Carrefour, em Osasco (SP) tomou conta dos
noticiários do País. Porém, esse tipo de situação não é vista apenas em grandes
centros.
Na madrugada desta quinta-feira (06), a Polícia Militar (PM)
foi acionada para ir até o Centro de Ituporanga, onde foi constatada a morte de
um cachorro por uma flecha, aparentemente de uma balestra (besta). A dona do
animal relatou que seu cachorro de estimação foi até a rua na frente de sua
casa, quando ela ouviu o latido fino de um cão. Na sequência, ela o viu
correndo cerca de 30 metros com uma flecha cravada na parte lateral de seu
corpo. Em seguida, o cachorro morreu.
A Polícia Militar realizou rondas pelas proximidades, porém
nenhum suspeito foi localizado. A flecha foi apreendida e o caso será
investigado.
O artigo 32 da Lei 9.605/98 determina detenção de três meses
a um ano e multa a quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar
animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos ou realizar
experiência dolorosa ou cruel em animal vivo e a punição é aumentada de um
sexto a um terço se ocorrer morte do animal.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) anunciou em Plenário
nesta quarta-feira (5) a apresentação de um projeto para ampliar a pena para o
crime de maus-tratos a animais (PLS 470/2018). O texto também estabelece
punição financeira para estabelecimentos comerciais que concorrerem para o
crime.
Não, ele
não foi adotado por ninguém. Aqui por perto, a maioria das pessoas já tem
vários cães; aqueles que não têm, não querem nenhum. Eu sei que você esperava
que ele encontrasse um bom lar quando o deixou aqui, mas ele não encontrou.
Quando o vi pela primeira vez, ele estava bem longe da casa mais próxima e
estava sozinho, com sede, magro e mancava por causa de um machucado na pata.
Eu queria
tanto ser você naquele momento em que parei na frente dele. Para ver sua cauda
abanando e seus olhos brilhando ao pular nos seus braços, pois ele sabia que
você o encontraria, sabia que você não esqueceria dele. Para ver o perdão em
seus olhos pelo sofrimento e pela dor por que ele havia passado em sua jornada
sem fim à sua procura… Mas eu não era você. E, apesar das minhas tentativas de
convencê-lo a se aproximar, seus olhos viam um estranho. Ele não confiava em
mim. Ele não se aproximava.
Ele virou
as costas e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que esse caminho o
levaria a você. Ele não entende que você não está procurando por ele. Ele só
sabe que você não está lá, sabe apenas que precisa te encontrar. Isso é mais
importante do que comida, água ou o estranho que pode lhe dar essas coisas.
Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo. Eu nem sei seu nome.
Fui para casa, enchi um balde d’água e uma vasilha de comida e voltei para o
lugar onde o havia encontrado. Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a
comida debaixo da árvore onde ele havia buscado abrigo do sol e um pouco de
descanso.
Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao
domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência nas ruas. Ele só sabe
que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem
tirar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa encontrá-lo.
Aguardei na esperança de que voltasse
para buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida que
havia trazido fizessem com que confiasse em mim e eu pudesse levá-lo para casa,
cuidar do machucado da pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo
a entender que agora você não faria mais parte de sua vida. Ele não voltou
naquela manhã e, quando a noite caiu, a água e a comida permaneciam intocadas.
Fiquei
preocupado. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar seu cão.
Algumas o enxotariam, outras chamariam a carrocinha, que lhe daria o destino do
qual você achou que o estava salvando – depois de dias de sofrimento sem água
ou comida. Voltei ao local antes do anoitecer. Não o encontrei.
Na manhã seguinte,
voltei e vi que a água e a comida permaneciam intactas. Ah, se você estivesse
aqui para chamar seu nome! Sua voz é tão familiar para ele. Dirigi-me na
direção que ele havia tomado ontem, sem muita esperança de encontrá-lo. Ele
estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos
quilômetros em 24 horas.
Algumas
horas mais tarde, a uma boa distância do local onde eu o havia visto pela
primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede não o atormentava mais. Sua fome
havia desaparecido e suas dores haviam passado. O machucado da pata não o
incomodava mais. Agora seu cão está livre de todo esse sofrimento.
Seu cão
morreu.
Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar aqui ontem para
que eu pudesse ver o brilho, por um instante sequer, naqueles olhos vazios.
Rezei, pedindo que sua jornada o tenha levado àquele lugar que acho que você
esperava que ele encontrasse. Se você soubesse por quanta coisa ele passou para
chegar lá… E eu sofro, pois sei que, se ele acordasse agora, e se eu fosse
você, seus olhos brilhariam ao reconhecê-lo, ele abanaria a cauda, perdoando-o
por tê-lo abandonado.
Segundo relatos, cachorro teria sido espancado e envenenado por segurança da rede de hipermercados.
Um cachorro que vivia na rua foi espancado na filial de Osasco (região metropolitana da Grande São Paulo) dos hipermercados Carrefour, no dia 28/11/18. Integrantes de ONGs que defendem os direitos se manifestaram contra a violência. Revoltados, os participantes do ato público, no dia 03/12, denunciaram a atitude para os clientes da rede.
E não é de menos, não é mesmo? É realmente revoltante.
O cachorro teria sido espancado e envenenado por um segurança da rede. Ele teve as patas fraturadas e possivelmente em decorrência da hemorragia. O cão sem dono estaria procurando alimento nas lixeiras do hipermercado.
O Cachorro teria sido envenenado e espancado por um funcionário do Carrefour
De acordo com relato de Isabela Marcelino, também ativista dos direitos dos animais, o cachorro estava rondando as imediações do Carrefour havia uma semana, em busca de comida. Aparentemente, tratava-se de um animal dócil, sem traços de violência, mas, mesmo assim, foi atacado pelo segurança, a pedido do superior do homem, que não teve ainda sua identidade revelada.
No Facebook, Isabela postou que o cachorro foi morto a pauladas, porque alguns diretores da rede iriam visitar a loja de Osasco e o segurança queria “fazer bonito”. As ordens para matar o animal surgiram “como se não fossem nada: mandaram eliminar o cão da pior forma possível”. O post já teve 22 mil visualizações.
O inquérito
Bruno Lima, delegado do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e deputado estadual eleito pelo PSL, abriu um inquérito na Delegacia Especial de Osasco para apurar detalhes da agressão. Ele foi ao hipermercado e ouviu testemunhas da violência. Integrantes da ONG Bendita Adoção contaram que o cachorro foi recolhido pelo Centro de Controle de Zoonoses de Osasco, mas não resistiu aos ferimentos. Outras ONGS estão se manifestando através das redes sociais.
O vereador Ralfi Silva (Podemos), defensor dos direitos dos animais na Câmara Municipal de Osasco, afirmou que irá solicitar as imagens das câmeras de vigilância da Avenida dos Autonomistas e do estacionamento do hipermercado, para anexar ao inquérito. O prefeito da cidade, Rogério Lins, também do Podemos, disse que também irá acompanhar as investigações.
Ainda no Facebook, o delegado Bruno Lima, em contraposição, afirmou que a tentativa de responsabilizar o CCZ pela morte do animal agredido é um “comunicado ridículo”, uma vez que diversas testemunhas presenciaram a agressão e comprovaram o grau de violência empregado pelo segurança.
Também nas redes sociais, o vereador Ralpi Silva também defendeu o CCZ, em nota de repúdio e indignação ao comunicado do Carrefour. Silva postou um vídeo do momento em que os profissionais do CCZ atenderam o cachorro com “muito carinho durante o resgate”.
Em vídeo no Facebook, delegado afirma que o crime não vai ficar impune:
Nota do Carrefour
Em nota, o Carrefour afirmou que repudia qualquer forma de agressão aos animais e irá acompanhar o inquérito e está à disposição para esclarecer dúvidas. De acordo com o porta-voz do hipermercado, o cachorro foi encontrado ferido e imediatamente encaminhado para a Zoonoses.
A rede de hipermercados afirmou que o vira-lata morreu porque o CCZ foi acionado diversas vezes, mas demorou para providenciar o socorro necessário. No momento da abordagem dos profissionais de imobilização, o cachorro desfaleceu em razão do uso de um enforcador, um tipo de equipamento de contenção.
O que diz a prefeitura?
A Prefeitura de Osasco informou que o Departamento de Fauna e Bem-Estar foi acionado no dia 28 “para prestar socorro a um cachorro ferido e sangrando, possivelmente vítima de atropelamento”. Ainda de acordo com a nota, somente no sábado (1º.12) o departamento recebeu denúncias de que se tratava de um caso de maus tratos.
A Defesa Animal estadual, subordinada à Subsecretaria Estadual de Defesa dos Animais Domésticos (que, por sua vez, é subordinada à Chefia da Casa Militar), afirmou que a pena para maus tratos a animais é de encarceramento de três meses e um ano, além do pagamento de multa.
Denuncie!
As leis brasileiras não são detalhadas o suficiente quando se trata de maus tratos a animais e, por isto, muitas pessoas não sabem como proceder para denunciar estas situações. As penas são brandas – de três meses a um ano –, mas, mesmo assim, a crueldade contra pets precisa ser denunciada.
A legislação varia de município para município. Alguns projetos de lei tramitam no Congresso Nacional, mas ainda serão motivo de muita discussão até que se tornem eficazes.
As maiores vítimas são animais silvestres, que são traficados para os grandes centros urbanos e comercializados entre pessoas desavisadas. A aquisição de serpentes, papagaios e araras, por exemplo, quase sempre é feita à revelia da lei. Os tutores responsáveis devem recusar os animais sem certificação de procedência: é o primeiro passo para impedir os maus tratos e as más condições de transporte.
Os animais de estimação têm direito a cinco liberdades mínimas:
liberdade do medo e do estresse;
liberdade da fome e da sede;
liberdade do desconforto;
liberdade da dor e das doenças;
liberdade para expressar seu comportamento natural.
Dependendo da cidade onde você vive, existem delegacias especializadas em maus tratos aos animais. Caso você não encontre a disponibilidade deste serviço, as denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia de polícia ou nos Centros de Controle de Zoonoses, na Vigilância Sanitária, na Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, no Ministério Público ou no Ibama.
Abandono, mutilação (o que inclui o corte estético de orelhas e caudas), envenenamento, espancamento, falta de higiene, privação de alimento, espaço inadequado, criação de rinhas de cães e galos, tração de carroças, são algumas das situações que podem gerar um boletim de ocorrência.
É importante coletar provas. Isto pode ser feito com fotografias e vídeos das condições degradantes ou que expõem os pets a riscos. Anote datas e horários. Se você conhecer um médico veterinário, peça para ele avaliar as condições.
As denúncias podem ser feitas por um ou mais vizinhos, mas é o Estado (prefeitura, governo do Estado ou a União) que irá proceder ao inquérito, porque, de acordo nº 24.645/1934, todos os animais do país, domésticos ou silvestres, são tutelados pelo Estado. Desta forma, o nome dos denunciantes nem sequer aparecerá nos processos.
No Estado de São Paulo, as testemunhas podem contar com a Delegacia Eletrônica de Proteção Animal, que garante o sigilo dos denunciantes. Os fatos anômalos podem ser registrados pela internet. Ao cadastrar os fatos presenciados, é gerado um protocolo, para que as testemunhas possam acompanhar o andamento das denúncias.
Vamos atualizar a notícia assim que novas informações forem surgindo. Estaremos em nossas redes sociais cobrando justiça, para que os maus-tratos aos animais acabem.
Surpreender com um animal de estimação pode parecer uma boa ideia, mas não é. Confira a opinião de especialistas.
Por Redação CLAUDIA
A cena do bichinho enfeitado com um laço de fita chegando na noite de Natal é linda, mas é melhor reconsiderar a ideia. Afinal, como apontam veterinários, ter um animal de estimação deve ser uma escolha consciente do futuro dono. É importante saber se a pessoa – ou, no caso de uma criança, seu responsável – consegue realmente cuidar do pet.
“Ter um bicho requer compromisso por longo tempo: cães e gatos vivem, em média, 15 anos e não podem ser trocados se os pequenos não gostarem, como fazem com um brinquedo”, diz Gilcinéa de Cássia Santana, veterinária e professora da Universidade Federal de Minas Gerais. Ela mesma já passou pela situação. “Meu filho ganhou um cãozinho de aniversário. Ficamos felizes, mas logo encontramos impasses: não tínhamos espaço suficiente em casa e nem o tempo necessário para dar atenção ao filhote. No fim, devolvemos o cachorro para quem havia dado, o que, até hoje, é uma grande frustração para mim e para meu filho”, lembra.
É justamente durante o período de férias e festas de final de ano que o abandono de animais domésticos aumenta. “Cães e gatos são soltos na rua ou até mesmo devolvidos para os locais onde foram adotados porque os donos não podem levá-los para as viagens já programadas ou não têm com quem deixá-los”, afirma Dionísio Rebecca, veterinário do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo.
Para evitar que isso aconteça, muitas instituições dedicadas à proteção dos animais nem permitem a adoção quando o intuito é presentear. “Aqui, entrevistamos os interessados e vistoriamos suas casas. Não levamos o processo adiante com alguém que quer dar o bichinho ou surpreender outra pessoa”, explica Susan Yamamoto, uma das fundadoras da ONG Adote um Gatinho, em São Paulo.
Quando a criança pede um pet de presente, ela não está ciente dos compromissos que terá que assumir; então, cabe aos pais conscientizá-la. “Não dá para considerar que os pequenos vão dar conta sozinhos dos cuidados com o animal até o fim da vida dele, mas é preciso mostrar que terão que fazer sua parte”, orienta Susan. Explique a seu filho que a rotina da família mudará e pergunte se ele está disposto a diminuir a frequência das viagens, por exemplo. “Deixe claro também que será necessário avaliar se a casa tem espaço o bastante, se vocês dispõem de tempo para cuidar do bicho e se os gastos cabem no orçamento”, aconselha Gilcinéa. Tente simular quais tarefas cada pessoa assumiria e confirme se todos estão de acordo. Com tudo esclarecido, a adoção terá mais chances de se tornar uma parceria feliz e duradoura.
Perninhas curtas, corpo longo, orelha grande e muita preguiça: é assim a maioria das pessoas enxerga o Basset Hound – e eles não estão errados. Com seus olhos caídos e carinha de bom moço, eles conquistam até os corações mais duros.
Acredite se quiser, a raça foi criada para ser caçadora de pequenos animais, como coelhos e lebres. Isto por que, apesar de sua lentidão, eles são exímios farejadores. Durante o dia, é comum que sigam um rastro até sua fonte, com paciência e muita persistência. É preciso cuidado para que, durante estas “caçadas” não percam o rumo de casa.
São cães queridos, dóceis, calmos e muito preguiçosos. Vivem harmoniosamente com todos ao seu redor, sejam adultos, crianças ou outros animais. Com as crianças, especialmente, é preciso cuidado. Eles são tão bonzinhos que possivelmente sofrerão calados com qualquer brincadeira, inclusive aquelas que podem machucar sua coluna – um ponto frágil da raça.
Eles são, possivelmente, os cães mais tolerantes já vistos – e você dificilmente o verá agitado, nervoso ou irritado. Se for maltratado, a tendência é que fuja, e não que revide. Seu temperamento é tão calmo e harmonioso que é difícil imaginar uma situação de stress que envolva cães desta raça – e isto é um grande orgulho para seus donos e criadores. Basset Hound e a tendência para a obesidade
Essa preguiça, característica da raça, resulta em pouca atividade física, o que explica uma tendência para a obesidade. E como suas pernas são extremamente curtas, sua mobilidade passa a ser reduzida, causando desconforto e ainda mais preguiça – é um ciclo vicioso. Para evitar este mal, é ideal que sejam alimentados com uma ração que não favorece o acúmulo de gorduras.
O ideal é que seja criado dentro de casa, com a família, mas com acesso ao quintal. Assim, ele pode gastar sua pouca energia farejando por aí, evitando a temida obesidade. Cabe ao dono interagir com ele e tirá-lo de sua zona de conforto, sempre sugerindo atividades leves e estimulantes que façam com que ele movimente-se um pouco.
Um companheiro amoroso e carente
Eles podem ficar sozinhos por determinados período de tempo, mas não extrapole. Só porque o Basset Hound não é dado a colo, muitos donos pensam que ele não precisa de atenção, mas na verdade adora carinho e afago.
Como não é muito ativo, talvez ele não fique pedindo carinho o tempo todo, por isso seus donos precisam estimulá-lo a participar das atividades da casa. Caso contrário, ele pode passar longos períodos apenas deitado, observando a paisagem.
Cuidados especiais
Como toda a raça, o Basset Hound precisa de alguns cuidados específicos. Seus olhos, por serem caídos e mais expostos, estão sujeitos a alguns problemas. Evitar vento e poeira é essencial, e você também pode limpar a área diariamente com uma solução indicada por um veterinário. Sua pele também precisa de cuidados, já que possui maior produção das glândulas sebáceas. Ele pode apresentar um cheiro forte, além de caspa. O ideal é dar banhos frequentes com xampus especiais para o problema.
Gostou do Basset Hound? Para aqueles que procuram um amigo calmo e tranquilo, ele é a opção certa. Prepare-se para viver com um cachorro dócil, calmo e muito companheiro!
O objetivo deste Blog é passar dicas para cuidar e entender melhor os seus animais.
Porém, somente a orientação de um veterinário, que é um profissional especialista no assunto, é válida para a saúde de seu pet.